Um pouco de musique…

janeiro 28, 2010 - 14 Respostas

Um pouco cansado de tudo e de todos, música é o que ainda resta. Algumas de minhas preferidas, por década…

00’s

The Strokes – You Only Live Once (2005)

 

90’s

Placebo & David Bowie – Without You I’m Nothing (1998)

 

80’s

Sonic Youth – Teenage Riot (1988)

 

70’s

Pink Floyd – Wish You Were Here (1975)

 

60’s

The Doors – Light My Fire (1967)

 

Cat People – Tourneur

janeiro 26, 2010 - 3 Respostas

Sangue de Pantera (1942)

“Eu gosto da escuridão, é amistosa.”

Disse Tourneur, o mestre das sombras, nesta obra-primíssima.

Meu mais novo terror favorito.

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro

janeiro 23, 2010 - 6 Respostas

Sem palavras ainda pra definir algo asim.

Glauber Rocha deve ter reinventado o cinema. Mas trazendo referências peckinpahkianas e godardianas junto dele.

Crítica.

Texto recomendado.

Top: Década de 80

janeiro 18, 2010 - 9 Respostas

01. Rambo – Programado Para Matar (Ted Kotcheff, 1982)

02. O Destino Bate à Sua Porta (Bob Rafelson, 1981)

03. Depois de Horas (Martin Scorsese, 1985)

04. Paris, Texas (Wim Wenders, 1984)

05. O Enigma de Outro Mundo (John Carpenter, 1982)

06. Os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 1981)

07. Veludo Azul (David Lynch, 1986)

08. O Iluminado (Stanley Kubrick, 1980)

09. Carmen (Jean-Luc Godard, 1983)

10. Viver e Morrer em Los Angeles (William Friedkin, 1985)

11. Duro de Matar (John McTiernan, 1988)

12. Nascido Para Matar (Stanley Kubrick, 1987)

13. Gosto de Sangue (Irmãos Coen, 1984)

14. A Mosca (David Cronenberg, 1986)

15. Era Uma Vez Na América (Sergio Leone, 1984)

16. Cão Branco (Samuel Fuller, 1982)

17. A Dama de Vermelho (Gene Wilder, 1984)

18. O Selvagem da Motocicleta (Francis Ford Coppola, 1983)

19. Fitzcarraldo (Werner Herzog, 1982)

20. Scarface (Brain De Palma, 1983)

Le beau Serge

janeiro 14, 2010 - Uma resposta

Nas Garras do Vício (1958)

Chabrol numa brilhante análise sobre a decadência humana, sobre o seu comodismo, sobre a busca por um sentido pelo qual viver. O marco inicial da Nouvelle Vague é das maiores obras-primas que o cinema já viu! Enredo, atmosfera e Gerard Blain…

Paixão (Jean-Luc Godard, 1982)

janeiro 13, 2010 - 5 Respostas

“– Existem regras no cinema?”

“– Não, senhor.”

“– Senhor, acho que existem duas regras: o esforço mínimo é anulado pela adversidade máxima.”


Esse diálogo entre dois personagens resume bem toda a luta de um cineasta em seu habitat natural. A dedicação de uma vida a uma arte sem pré-requisitos básicos, defrontando os aspectos “fundamentais” para a formulação de uma obra. Godard questiona a funcionalidade de um roteiro, de uma história bem definida, de uma atuação exímia, de uma imagem bem enquadrada… Num filme dentro de outro filme. E ainda inter-relaciona sub-tramas ao redor de um contexto sobre moral humana, mas tudo na medida do que possa envolver o tema principal, a paixão como romance e/ou um meio de vida.

A todo o momento temos noção de que o mestre tenta fazer um paradoxo entre as pessoas em cena com as pessoas por trás das câmeras, mas para isso é preciso emergir no universo do autor, buscar sentido em suas palavras e expressões imagéticas. Quem o fizer certamente será recompensado. Porque o que torna Godard diferenciado é a busca por uma essência efêmera, que chega, arrebata qualquer anseio, e trás de volta a sensação de liberdade. Liberdade em se expressar, em viver, em se apaixonar. Passion é sobre a busca por uma razão pela qual existir. Sobre o real, o surreal e o fantasioso.

Acho que o que Godard tentou fazer depois da [sua] maravilhosa década de 1960 foi evoluir sua arte, e por isso muita gente não acredita ou resiste em aceitar suas novas propostas, sua visão de mundo, por compará-las às anteriores. Até porque fica meio difícil de idealizar uma lapidação de uma arte que desde antes já fora considerada perfeita (no sentido de subversiva e tentadora). O que vemos daqui para frente é um Godard mais maduro, porém sem abrir mão de sua linguagem cinematográfica alegórica, esteticismo capcioso e o teor filosófico de sempre. Esse sim, um filme sobre o cinema, para o cinema. Sobre a paixão.

4/5

Traços by…

janeiro 13, 2010 - 3 Respostas

Igor Frederico.

O parceiro desenha e entende de machões.

What’s Up, Doc?

janeiro 11, 2010 - 4 Respostas

Essa Pequena É Uma Parada (1972)

Fórmula hawkiskiana numa das três comédias românticas mais deliciosas de todos os tempos, by Peter Bogdanovich. Cara gênio, fazedor de obras-primas.

Invictus – O novo Clint

janeiro 6, 2010 - 15 Respostas

Ao mesmo tempo que parece ser um filme sobre o poder de um homem, é também um filme sobre o poder do esporte, e sobre o poder do respeito, e sobre o poder da transformação…

Melhor filme de Clint desde Sobre Meninos e Lobos. Carga dramática absurda, enredo empolgante e um desfecho extremamente comovente. Felizmente não saiu algo didático daqui, muito pelo contrário, Clint conta e encanta pela maneira como tratou do acontecimento histórico. Puta inspiração!

Morgan Freeman tá bem especial sim, e (pasmem…) até Matt Damon.

E já está na lista dos melhores do ano em que entramos, hehe.

Top: Década de 2000

janeiro 3, 2010 - 14 Respostas

01. Amor à Flor-da-Pele (Wong Kar-Wai, 2000)

02. Onde os Fracos Não Tem Vez (Irmãos Coen, 2007)

03. Amantes (James Gray, 2008)

04. Espionagem na Rede (Olivier Assayas, 2002)

05. Marcas da Violência (David Cronenberg, 2005)

06. E Sua Mãe Também (Alfonso Cuarón, 2001)

07. Sobre Meninos e Lobos (Clint Eastwood, 2003)

08. 21 Gramas (Alejandro González Iñárritu, 2003)

09. O Clã das Adagas Voadoras (Yimou Zhang, 2004)

10. 2046 – Segredos do Amor (Wong Kar-Wai, 2004)

11. Os Donos da Noite (James Gray, 2007)

12. Match Point (Woody Allen, 2005)

13. Clean (Olivier Assayas, 2004)

14. O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (Andrew Dominik, 2007)

15. Closer – Perto Demais (Mike Nichols, 2004)

16. Traição em Hong Kong (Olivier Assayas, 2007)

17. À Prova de Morte (Quentin Tarantino, 2007)

18. Go Go Tales (Abel Ferrara, 2007)

19. Amores Brutos (Alejandro González Iñárritu, 2000)

20. O Curioso Caso de Benjamin Button (David Fincher, 2008) 

 

P.S.: Não vi filmes bem considerados como Elogio ao Amor (Jean-Luc Godard), Medos Privados Em Lugares Públicos (Alain Resnais), Amantes Constantes/A Fronteira da Alvorada (Garrel) e alguns outros europeus que poderiam entrar facilmente na lista, mas à medida que o tempo for passando eu vou restaurando o top (o mesmo vale para as citações abaixo). E sobre os asiáticos, só acompanhei o que me convém.

 

Gratas surpresas: Rocky Balboa (Sylvester Stallone, 2006) e Rambo IV (Sylvester Stallone, 2007).

Ainda dando trabalho: Jean-Luc Godard, Alain Resnais, Sidney Lumet, John Boorman e Mike Nichols.

Nova turma: Olivier Marchal, Phillipe Garrel, Christophe Honoré, Lucrecia Martel, Chan-wook Park, Joon-ho Bong, Greg Mottola…

Volta a ser aquele de antes: 1° Martin Scorsese/ 2° Robert Zemeckis/ 3° John Carpenter/ 4° Oliver Stone/ 5° Rob Reiner.

A Perfect World

dezembro 29, 2009 - 3 Respostas

E outro road movie…

Mas esse não é obra-prima, nhé, é quase.

Cabelos ao vento agora, feliz ano novo pra todos e até o ano que vem pessoal!!!

Paris, Texas

dezembro 27, 2009 - 5 Respostas

Final de ano, tempo de programar viagens, por o pé na estrada…

E conhecer mais alguns road movies maravilhosos como esse aqui. Harry Dean Stanton, Nastassja Kinski e a obra-prima de Wim Wenders. Lindo!

Vanishing Point

dezembro 23, 2009 - 5 Respostas

Um homem em busca de si mesmo, saindo do comodismo e fodendo com o mundo! E a nossa necessidade em criar heróis na era contemporânea… Corrida Contra o Destino é muito clássico!

Texto recomendado.

Top: Diretores fodas (!)

dezembro 22, 2009 - 25 Respostas

Aproveitando o gancho do nosso amigo Vlademir, lanço aqui um top diferente (até porque não tenho cacife e muito menos coragem de fazer um top como o dele) com alguns dos maiores diretores que existiram.

Top muito especial, os diretores fodas são aqueles que dirigiram inúmeros  filmes do tipo que pegam na veia, mais “braçais” do que “intelectuais”. E que são obras-primas do mesmo jeito, só que de uma maneira mais violenta.

 

 

Top: Diretores fodas (!)

01. Sam Peckinpah

 

 

 

 

 

 

 

Fodão definitivo: machista e cachaceiro!

 

 

 

02. Martin Scorsese

 

 

 

 

 

 

 

 

Principalmente na fase de drogas e prostituição.

 

 

 

03. Abel Ferrara

 

 

 

 

 

 

 

 

O mais pervertido de todos.

 

 

 

04. John Carpenter

 

 

 

 

 

 

 

O mais surtado de todos.

 

 

 

05. John Boorman

 

 

 

 

 

 

 

O que tem maior poder de impactar, e com inteligência.

 

 

 

06. David Cronenberg

 

 

 

 

 

 

 

 

O mais podre de todos.

 

 

 

 

 

07. Brian De Palma

 

 

 

 

 

 

 

Principalmente na fase de drogas e prostituição. [2]

 

 

 

 

08. William Friedkin

 

 

 

 

 

 

Deixar o espectador mudo era com ele mesmo.

 

 

 

09. Samuel Fuller

 

 

 

 

 

 

 

 

Subestimado ontem, superestimado hoje.

 

 

 

10. Paul Verhoeven

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muita masturbação.

 

 

Menções honrosas: Sergio Corbucci, Enzo G. Castellari, John Sturges, Don Siegel, Peter Yates, J. Lee Thompson e (porque não) Clint Eastwood.

P.S.: Sentindo falta de alguém, me lembrem.

Casais dos sonhos e o Bastards…

dezembro 21, 2009 - 8 Respostas

Que bonitinho seria…

Mais dessas bobagens aqui.

 

E pra mim que esperava a obra-prima máxima de Tarantino, o Inglorious Bastards foi uma grande decepção. Não é top 5 do diretor e nem do ano de 2009. Não é western moderno, não tem trilha de Keoma e muito menos tem duas musas. É apenas um grande filme, o que é muito pouco!!!

P.S.: Talvez o melhor de tudo seja o Special Thanks nos créditos finais.

Caminho Sem Volta (James Gray, 2000)

dezembro 20, 2009 - 2 Respostas

 

O que James Gray faz no seu Caminho Sem Volta é praticamente o mesmo arroz com feijão de suas últimas duas obras-primas, Os Donos da Noite e Amantes. Com uma diferença, sem aquela perícia técnica que ele só alcançaria sete anos depois. A densidade dramática está quase que no mesmo nível, o pequeno problema é o roteiro [do próprio Gray] que varia muito de ritmo com o decorrer da trama e não consegue manter a intensidade anteriormente proporcionada por alguns momentos geniais. Mas nada que atrapalhe muito. Esse é daqueles contos-de-fadas que dão um aperto tremendo no coração do espectador, um homem em busca de reabilitação que diante da sua primeira oportunidade contempla uma submersão de todos os seus sonhos. E sua vida se torna um pesadelo, que promete só piorar enquanto o relógio conta os segundos.

James Gray, nome forte do cinema nos dias de hoje, dá contornos incríveis a cada um dos “elementos”. Não é só por ser um grande diretor de atores (e o elenco é maravilhoso), mas por como traça a personalidade e estuda cada um dos personagens. É por conta disso que a maioria dos “figurinhas carimbadas” de Hollywood (leia-se: Paul Haggis, Sam Mendes, etc.) deviam se ajoelhar frente aos pés do diretor. Talvez também seja aqui onde fica em maior evidência sua vocação para tratar dos conflitos familiares, deixando mais claro que o que ele quis com seus últimos trabalhos foi mesmo dar primazia a esses tipos de sentimento intimista. Cada uma das nuances são tão bem lapidadas, que me arrisco a dizer que talvez fosse seu melhor filme se ele tivesse realizado Caminho Sem Volta nos dias de hoje, no atual estágio de evolução que ele se encontra.

Para todos os efeitos, ainda é um dos grandes dramas dessa década, pois impressiona por vários aspectos. O universo cinematográfico mal saberia ainda que o mesmo que dirigiu esse mais tarde se tornaria (ou melhor, consolidaria) no especialista das constantes transformações morais e sociais que um ser humano pode estar “subordinado”. Isso já resume bem o que pode vir a seguir. Porque não dá para desconfiar de um homem que nunca errou a mão. E que sempre promete ir além do que já atingiu.

4/5

Christine

dezembro 19, 2009 - 2 Respostas

Maior que They Live, por exemplo.

E talvez seja o surto mais genial de Carpenter. É, aí fica difícil de afirmar.

Mean Streets

dezembro 15, 2009 - 9 Respostas

Scorsese, e seu filme “alegre” sobre a “tristeza” das ruas.

Volta Hervey Keitel!

After Hours

dezembro 14, 2009 - 4 Respostas

Scorsese, mais genial quando arrisca feio.

Esse só perde para Taxi Driver mesmo. Top 5 década de 80.

E Deus Criou a Mulher (Roger Vadim, 1956)

dezembro 13, 2009 - 2 Respostas

Muito se fala neste como o primeiro filme estrelado por Brigitte Bardot, mas na verdade é muito mais que isso. Roger Vadim como um dos grandes entendedores da complexa mente feminina nos propõe uma história simples, mas de argumento e conceitos muito interessantes. Uma garota loura à qual a delicadeza de sua beleza contrastada com suas atitudes improváveis expõe uma imagem quase que universal da natureza feminina, numa das mais sinceras e elucidadas obras sobre a essência da vida, do amor, e também do sentimento carnal. Eis uma bela síntese (hehe). Como embalagem, acrescente Bardot na flor da idade e um Jean-Louis Trintignant também jovenzinho (para não dizer “lindo”) que teremos esse produto fino que marcou época.

Como não ser especialista em mulheres quando de foi casado com Deneuve, Jane Fonda e a própria Bardot? Roger Vadim transpõe perfeitamente o estereótipo da garota levada que leva os homens ao delírio com sua postura de falsa ingenuidade. Acredito que quem já passou pelas mãos de uma mulher como Juliete é que pode perceber melhor o quão denso e verdadeiro é a análise de Vadim. E quando no enredo ele joga a garota nos braços de quem ela quer, e não de quem a quer, é que a coisa funciona mais extraordinariamente ainda. O diretor soube muito bem como tratar do tema. Intercala o romance como um meio de aproximação entre o espectador e o seu cotidiano, mostrando que às vezes o que parece banal pode não ser.

Confesso que não acreditava ser esse um dos maiores exemplos do fascinante cinema francês da década de 1950. Para quem buscava apenas entretenimento, fiquei muito surpreendido com a abordagem de Roger Vadim, que de algo tão puro em essência conseguiu compactuar tantos valores antagônicos aos quais estamos sujeitados diante da busca por um romance [e pela felicidade]. Posso estar enxergando além do que muita gente sugere ser, mas prefiro confiar nisso ao dizer que esta é uma mera curiosidade. E Deus Criou a Mulher (existe título mais sugestivo?) é filme grande! Porque ensaia como poucos que a vida simplesmente é para ser vivida.

4/5