Top: Diretores fodas (!)

Dezembro 22, 2009 - 19 Respostas

Aproveitando o gancho do nosso amigo Vlademir, lanço aqui um top diferente (até porque não tenho cacife e muito menos coragem de fazer um top como o dele) com alguns dos maiores diretores que existiram.

Top muito especial, os diretores fodas são aqueles que dirigiram inúmeros  filmes do tipo que pegam na veia, mais “braçais” do que “intelectuais”. E que são obras-primas do mesmo jeito, só que de uma maneira mais violenta.

 

 

Top: Diretores fodas (!)

01. Sam Peckinpah

 

 

 

 

 

 

 

Fodão definitivo: machista e cachaceiro!

 

 

 

02. Martin Scorsese

 

 

 

 

 

 

 

 

Principalmente na fase de drogas e prostituição.

 

 

 

03. Abel Ferrara

 

 

 

 

 

 

 

 

O mais pervertido de todos.

 

 

 

04. John Carpenter

 

 

 

 

 

 

 

O mais surtado de todos.

 

 

 

05. John Boorman

 

 

 

 

 

 

 

O que tem maior poder de impactar, e com inteligência.

 

 

 

06. David Cronenberg

 

 

 

 

 

 

 

 

O mais podre de todos.

 

 

 

 

 

07. Brian De Palma

 

 

 

 

 

 

 

Principalmente na fase de drogas e prostituição. [2]

 

 

 

 

08. William Friedkin

 

 

 

 

 

 

Deixar o espectador mudo era com ele mesmo.

 

 

 

09. Samuel Fuller

 

 

 

 

 

 

 

 

Subestimado ontem, superestimado hoje.

 

 

 

10. Paul Verhoeven

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muita masturbação.

 

 

Menções honrosas: Sergio Corbucci, Enzo G. Castellari, John Sturges, Don Siegel, Peter Yates, J. Lee Thompson e (porque não) Clint Eastwood.

P.S.: Sentindo falta de alguém, me lembrem.

Casais dos sonhos e o Bastards…

Dezembro 21, 2009 - 8 Respostas

Que bonitinho seria…

Mais dessas bobagens aqui.

 

E pra mim que esperava a obra-prima máxima de Tarantino, o Inglorious Bastards foi uma grande decepção. Não é top 5 do diretor e nem do ano de 2009. Não é western moderno, não tem trilha de Keoma e muito menos tem duas musas. É apenas um grande filme, o que é muito pouco!!!

P.S.: Talvez o melhor de tudo seja o Special Thanks nos créditos finais.

Caminho Sem Volta (James Gray, 2000)

Dezembro 20, 2009 - 2 Respostas

 

O que James Gray faz no seu Caminho Sem Volta é praticamente o mesmo arroz com feijão de suas últimas duas obras-primas, Os Donos da Noite e Amantes. Com uma diferença, sem aquela perícia técnica que ele só alcançaria sete anos depois. A densidade dramática está quase que no mesmo nível, o pequeno problema é o roteiro [do próprio Gray] que varia muito de ritmo com o decorrer da trama e não consegue manter a intensidade anteriormente proporcionada por alguns momentos geniais. Mas nada que atrapalhe muito. Esse é daqueles contos-de-fadas que dão um aperto tremendo no coração do espectador, um homem em busca de reabilitação que diante da sua primeira oportunidade contempla uma submersão de todos os seus sonhos. E sua vida se torna um pesadelo, que promete só piorar enquanto o relógio conta os segundos.

James Gray, nome forte do cinema nos dias de hoje, dá contornos incríveis a cada um dos “elementos”. Não é só por ser um grande diretor de atores (e o elenco é maravilhoso), mas por como traça a personalidade e estuda cada um dos personagens. É por conta disso que a maioria dos “figurinhas carimbadas” de Hollywood (leia-se: Paul Haggis, Sam Mendes, etc.) deviam se ajoelhar frente aos pés do diretor. Talvez também seja aqui onde fica em maior evidência sua vocação para tratar dos conflitos familiares, deixando mais claro que o que ele quis com seus últimos trabalhos foi mesmo dar primazia a esses tipos de sentimento intimista. Cada uma das nuances são tão bem lapidadas, que me arrisco a dizer que talvez fosse seu melhor filme se ele tivesse realizado Caminho Sem Volta nos dias de hoje, no atual estágio de evolução que ele se encontra.

Para todos os efeitos, ainda é um dos grandes dramas dessa década, pois impressiona por vários aspectos. O universo cinematográfico mal saberia ainda que o mesmo que dirigiu esse mais tarde se tornaria (ou melhor, consolidaria) no especialista das constantes transformações morais e sociais que um ser humano pode estar “subordinado”. Isso já resume bem o que pode vir a seguir. Porque não dá para desconfiar de um homem que nunca errou a mão. E que sempre promete ir além do que já atingiu.

4/5

Christine

Dezembro 19, 2009 - 2 Respostas

Maior que They Live, por exemplo.

E talvez seja o surto mais genial de Carpenter. É, aí fica difícil de afirmar.

Mean Streets

Dezembro 15, 2009 - 9 Respostas

Scorsese, e seu filme “alegre” sobre a “tristeza” das ruas.

Volta Hervey Keitel!

After Hours

Dezembro 14, 2009 - 4 Respostas

Scorsese, mais genial quando arrisca feio.

Esse só perde para Taxi Driver mesmo. Top 5 década de 80.

E Deus Criou a Mulher (Roger Vadim, 1956)

Dezembro 13, 2009 - 2 Respostas

Muito se fala neste como o primeiro filme estrelado por Brigitte Bardot, mas na verdade é muito mais que isso. Roger Vadim como um dos grandes entendedores da complexa mente feminina nos propõe uma história simples, mas de argumento e conceitos muito interessantes. Uma garota loura à qual a delicadeza de sua beleza contrastada com suas atitudes improváveis expõe uma imagem quase que universal da natureza feminina, numa das mais sinceras e elucidadas obras sobre a essência da vida, do amor, e também do sentimento carnal. Eis uma bela síntese (hehe). Como embalagem, acrescente Bardot na flor da idade e um Jean-Louis Trintignant também jovenzinho (para não dizer “lindo”) que teremos esse produto fino que marcou época.

Como não ser especialista em mulheres quando de foi casado com Deneuve, Jane Fonda e a própria Bardot? Roger Vadim transpõe perfeitamente o estereótipo da garota levada que leva os homens ao delírio com sua postura de falsa ingenuidade. Acredito que quem já passou pelas mãos de uma mulher como Juliete é que pode perceber melhor o quão denso e verdadeiro é a análise de Vadim. E quando no enredo ele joga a garota nos braços de quem ela quer, e não de quem a quer, é que a coisa funciona mais extraordinariamente ainda. O diretor soube muito bem como tratar do tema. Intercala o romance como um meio de aproximação entre o espectador e o seu cotidiano, mostrando que às vezes o que parece banal pode não ser.

Confesso que não acreditava ser esse um dos maiores exemplos do fascinante cinema francês da década de 1950. Para quem buscava apenas entretenimento, fiquei muito surpreendido com a abordagem de Roger Vadim, que de algo tão puro em essência conseguiu compactuar tantos valores antagônicos aos quais estamos sujeitados diante da busca por um romance [e pela felicidade]. Posso estar enxergando além do que muita gente sugere ser, mas prefiro confiar nisso ao dizer que esta é uma mera curiosidade. E Deus Criou a Mulher (existe título mais sugestivo?) é filme grande! Porque ensaia como poucos que a vida simplesmente é para ser vivida.

4/5

Deliverance

Dezembro 7, 2009 - 3 Respostas

John ‘Fucking’ Boorman é gênio!

E uma série de desastres sem proporções é desencadeada por homens que apenas buscavam aventura ao  sentir o cheiro da natureza. John Boorman poderia ter criado muito mais situações bizarras, mas ele quis apenas pintar um quadro em que transfiguraria o cruel, o real… Não foi preciso ser surreal, por isso Amargo Pesadelo é foda!!!

Os Amigos de Eddie Coyle (Peter Yates, 1973)

Dezembro 3, 2009 - 7 Respostas

Por incrível que pareça o filme, que é de Peter Yates e estrelado pelo muso maior do cinema Robert Mitchum, não é uma trama sobre policiais e gangsteres. Na verdade é, mas o que esse cult de 1973 propõe é o estudo de um personagem em busca de um lugar às sombras, que quer se livrar de todas as cicatrizes deixadas por conta de seus atos do passado. Enfim, um drama. E o problema do filme está justamente aí, Peter Yates constrói todo aquele estudo em cima de Eddie Coyle, mas não com tanta intensidade quanto poderia. Robert Mitchum devia ser mais presente durante o decorrer da história, ser mais efetivo na imposição do personagem. Porém a culpa evidentemente não é do ator, que está maravilhosamente deprimido no papel. O diretor é que talvez tenha tentado levar o enredo a um rumo diferente e desnecessário, muitas sub-tramas são envolvidas quando o essencial às vezes é deixado de lado (a caracterização de Mitchum).

Mas ainda assim tudo funciona muito bem. É possível que Clint Eastwood tenha almoçado e jantado The Friends of Eddie Coyle para fazer o seu Sobre Meninos e Lobos. Digo isso pela construção do clima, a maneira como é sentenciada a vida de um homem [e indo até o final, melancólico, místico]. Nos momentos em que Mitchum está de frente da tela, ele rouba toda e qualquer sensação de desconforto que o filme possa oferecer por tratar do tema de uma maneira tão calma e vazia (e acredite, nesse caso, isso é uma grande qualidade). Um simples gesto, o olhar e a fala mansa do sujeito, é daquele tipo de atuação que devasta com tudo. E quando é tão fácil acompanhar Mitchum em sua caminhada em direção ao céu, a obra perde muito em densidade dramática quando ele não está ali presente em alguns momentos.

Muito mais do que defeitos The Friends of Eddie Coyle tem qualidades, e só o fato de Peter Yates tentar subverter seu próprio estilo quando isso era tão pouco provável, já torna essa uma experiência extraordinária. Porém lhes deixo avisados: quem procura Mitchum dando tiros e algumas porradas, pode desistir, é exatamente o contrário. Mas o certo é que o ator está em um de seus melhores papéis, num filme de conceitos fortes e bem fundamentados. Essencialmente vale pelo seu apelo final, a obra passa com eficácia sua mensagem ao espectador. Aqui se faz aqui se paga.

4/5

Chris Walken, é você?

Dezembro 3, 2009 - 7 Respostas

“Sim, sou eu.”

 

Taí a prova de que Deus existe… E o capeta também!

 

Three Little Pigs (1933) / Ugly Duckling (1939)

Dezembro 2, 2009 - Deixe seu recado!

E mais…

E o que não é genial da Disney? Voltemos a infância.

The Cat Concerto (1947)

Dezembro 2, 2009 - 3 Respostas

Final de semestre, momento de relaxar um pouco…

Das coisas mais geniais que a MGM já produziu, vendedor do Oscar.

“La Dolce Vita” vs “8½”

Novembro 29, 2009 - 6 Respostas

Mais um confronto duríssimo, de outro diretor queridíssimo.

VS

 

À Queima-Roupa (John Boorman, 1967)

Novembro 26, 2009 - 6 Respostas

John Boorman é um cineasta de grande categoria. Sua câmera, seu modo de filmar, seu visual, enfim, seu estilo. Essa sua técnica vai impressionando na medida em que o enredo é desenvolvido, e apresentando flashbacks de diferentes tomadas ele vai alucinando o espectador de uma maneira tão expressiva, que meio que nos obriga a chamar Point Blank de “obra de arte”. Sim, OBRA DE ARTE, com letras maiúsculas. Numa analogia bem tosca, é quase um Wong Kar-Wai inserido no gênero ação/policial. Atmosférico, sufocante, criativo e principalmente cheio de minúcias. A expressão no rosto de Lee Marvin (lábios e o olhar sempre incólumes) é pura mistificação, no primeiro contato já percebemos que aquele homem busca recompensa na vingança. Nada pode ser mais gratificante que ter a presença de uma lenda dessas num filme em que a força física e a mente fria triunfam. Se existe mesmo a tal coisa de “o papel foi feito para você”, então aqui está o indicador.

Disparos, socos, pontapés mostram o que um ser humano consegue fazer quando ele está em busca de seu limite. Boorman consegue reduzir o homem a um simples animal selvagem, marca própria do autor. Ao lado de toda essa essência, percorre uma trama cautelosamente bem construída (Point Blank parece mesmo um projeto arquitetônico), cheia de idas e vindas, e com tudo girando em torno de um homem dado como morto. E até aqueles que o devem perceberem que o finado não é mais finado, podem jogar os dados e torcer pela sorte. Você consegue sentir o cheiro de Lee Marvin saindo pela tela, é ele a matéria-prima desse produto bruto que mais do que levar quem o assiste a refletir, nos induz ao puro e simples entretenimento. E a sensação procedente disso, por se tratar de uma obra tão transgressora, não podia ser mais prazerosa.

É a década de 1960 mostrando sua força como a melhor de todas, o gênero policial no cinema americano a partir daqui marcharia por um novo e desvirtuado [e melhor] rumo. John Boorman é mestre, sua capacidade em analisar e transfigurar o caráter de um personagem diante das lentes é espantoso. De certa maneira, é cinema feito para quem busca redenção na arte, porque após sairmos de frente à tela, a única impressão que se tira é de que exaurimos dali toda nossa conformidade com o mundo. Boorman é dos poucos capazes de “nos realizar” desse modo, pelo seu método, e buscar compreendê-lo será continuamente um privilégio.

5/5

Devaneio: Warren Oates é muito querido

Novembro 26, 2009 - 6 Respostas

Voltando agora com o tributo dedicado aos machões do cinema, chego à conclusão de que Warren Oates foi mesmo o cool man definitivo do cinema. Compartilho com vocês esse pequeno fragmento, como o crítico David Thomson definiu o homem:

“…a coisa mais sublime é quando Oates não faz nada. Só Robert Mitchum conseguia fazer nada tão bem até você pensar que um buraco ia abrir no meio do filme e tudo ia cair dentro dele”.

 

 

Perfeito. Por nada menos que isso, Bob Mitchum e Warren Oates são meus atores preferidos. Finalmente, tá explicado!

James Coburn Tribute

Novembro 25, 2009 - 8 Respostas

Macho que é macho já caiu nas mãos do diretor Sam Peckinpah. Foram duas as uniões de James Coburn com o tio Sam. Na primeira delas, saiu o melhor western de todos os tempos, Pat Garret & Billy the Kid (1973). Na segunda, uma obra de arte sobre a Segunda Guerra Mundial, Cross of Iron (1977). Sem contar a infinidade de outros pistoleiros, oficiais de exército, prisioneiros de guerra, parcerias com Charles Bronson e etc., que ele incorporou durante toda a carreira. Do nipe de um Steve McQueen ou Lee Marvin, Coburn também foi dos maiores que existiram…

O vídeo escolhido é justamente de Cross of Iron, com Coburn (sargento Steiner) dando uma lição em Maximilian Schell (capitão Stransky, seu superior), num dos finais mais fundamentais que um filme de guerra já teve.

Dia de São Klaus Kinski

Novembro 23, 2009 - 7 Respostas

18 anos da morte de uma entidade.

 

Pai e Santo.

 

Porque só por um milagre um homem desses geraria uma mulher dessas…

 

 

“Eu teria sido melhor do que Adolf Hitler. Eu poderia ter entregue discursos muito melhores. Isso é certeza.”

Corrida Com o Diabo (Jack Starrett, 1975)

Novembro 21, 2009 - 5 Respostas

Os dois filhos da puta mais carismáticos do cinema mergulhados num road movie com uma trama que envolve seitas pagãs com sacrifícios de mulheres nuas e outras barbaridades. Já não é suficientemente curioso? O diretor Jack Starrett banha de sadismo o universo de Warren Oates, Peter Fonda e suas mulheres, tirando toda a tranquilidade de suas vidas. Os forasteiros sentem que são tratados com certa hostilidade pelo povo de uma cidadezinha, e lhes resta descobrir o porquê de tudo isso. Na verdade, no fundo eles sabem, mas o diretor deixa em aberto para mais a frente o espectador ser surpreendido. Tenho que dizer que esses filmes com este tipo de abordagem sempre me fascinaram (vide Straw Dogs, In The Heat of The Night), suspenses que cristalizam muito bem o tipo de sociedade na qual estamos situados (e/ou subordinados).

Jack Starret garante a Race With The Devil algo típico dos filmes B, que é essa coisa de fazer a obra parecer independente, autoral. Mas ele não foge muito do contexto de um pipocão, assegura ao público sequências muito bem filmadas e todos os demais elementos de um entretenimento de qualidade (sim, tecnicamente torna a obra impecável). O enredo é desenvolvido com muita eficiência, e o diretor com certeza acaba mesmo sendo o principal responsável por essa pintura na forma de terror. Mas como bons amigos que foram, temos que dar totais méritos também a Warren Oates e Peter Fonda que, com uma química cênica maravilhosa, mostram porque para muitos são vistos como duas lendas.

Um road movie diferente de tudo, que inacreditavelmente funciona, e assim é uma das experiências mais marcantes pelas quais passei nestes últimos anos de vida cinéfila. Tenho que dizer que as cenas de perseguição no final, quando Warren Oates e Peter Fonda finalmente põem a mão na massa, são das minhas preferidas de todos os tempos. Com um estilão Grindhouse inconfundível, este é um cult totalmente atmosférico, pronto para te dar um soco no estômago. E com um dos finais mais atrevidos de que se tem notícia.

5/5

serial killers em alta [?]

Novembro 20, 2009 - 20 Respostas

Tony Manero é um grande filme, já Giallo

Kristen Stewart

Novembro 19, 2009 - 13 Respostas

Especialmente pro Just Daniel, a nova queridinha…